quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Ministério da Cultura é nosso Pastor e nada nos faltará!


Eles são dos poucos músicos que ainda vendem milhares de cópias de CDs e DVDs, os shows lotam e são grandiosos e, assim como Maria Bethânia, Marisa Monte e outros artistas famosos, eles comem uma bolada em incentivo do Ministério da Cultura. Ah, mas é tudo por uma boa causa: fazem tudo isso para evangelizar! Sim, é preciso levar a Palavra de Deus ao povo, o irônico é que as pessoas que frequentam seus mega-shows (supostamente realizados para levar Jesus ao público) já são crentes, cristãos, evangélicos em geral.
Um emblemático exemplo é o super-hiper-master-celebrity gospel: o cantor André Valadão. Não, não é filho de Jece Valadão, mas tem o charme e uma pose de galã que faz jus ao nome. Ele é filho dos pastores e fundadores da Igreja Batista da Lagoinha, localizada em Belo Horizonte e é uma das maiores (senão a maior) igrejas evangélicas do Brasil.
Não bastando as lojas virtuais que a família Valadão possui (as irmãs Ana Paula e Mariana também são pop-stars do Senhor), a “faculdade de Teologia Carisma”(com mensalidades nada carismáticas), a venda de CDs, livros e DVDs (os shows são de gratuitos, mas os produtinhos não custam uma pechincha), além do fato de sua Igreja certamente arrecadar milhões em ofertas (quem já foi a uma Neo-pentecostal sabe o quanto a importância de ofertar é enfatizada a cada reunião, então sei que não estou falando besteira), nada disso é o suficiente para bancar as apresentações ao vivo de Valadão.
Nãããooo, ele precisa do apoio do Ministério da Cultura, mais precisamente, uma pequena oferta de R$ 1.091.240,00. Coisinha pouca, né? Mas é tudo para a honra e glória do Senhor, irmãos, vamos respeitar!
Para não dizerem que estou mentindo, dêem uma olhada no site do Ministério da Cultura.
No meio cristão fala-se de fé, “Deus proverá” e “muitas lutas” para conseguir levar a Palavra de Deus às nações. Mas, por enquanto, André Valadão está apenas entretendo evangélicos que sentem-se carentes de curtir um espetáculo, já que não podem (ou são aconselhados) ouvir música secular e frequentar shows, digamos “normais”
E é tudo em nome de Jesus, repara:
“A Turne 2011 já tem começado com todo vapor e graça!!! O número de caravanas de cidades vizinhas foi muito grande e creio que assim como aconteceu em Sao Carlos, cada cidade também receberá a Turne 2011.” (nas palavras de André Valadão, em seu blog)
É ultrajante que bandas como a do sujeito em questão consigam um incentivo fiscal para transformar a simplicidade do Evangelho em shows com uma produção digna de Ivete Sangalo (só para citar um exemplo nacional).
Não dá para “salvar os perdidos” de um jeito mais barato, não?
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Fonte: Ah, Duvido!

Silas Malafaia quer boicotar comemorações do Centenário das Assembleia de Deus



O Pastor Silas Malafaia em seu programa ele pede para os pastores só participarem das comemorações que acontecerão entre os dias 16 e 18 de junho, resumindo,Silas Malafaia quer boicotar comemorações do Centenário das Assembleia de Deus promovidas pela CGADB.
O pastor Silas Malafaia volta a usar seu programa para denunciar as intenções da Convenção Geral dasAssembleia de Deus do Brasil (CGADB) e também da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), que estão organizando eventos paralelos ao da Igreja Assembleia de Deus do Belém que completa 100 no próximo mês.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo lembrou que a igreja presidida pelo pastor Samuel Câmara é a única igreja das ADs que está completando 100 anos.

O problema é que a CGADB está organizando eventos uma semana antes da programação oficial, para Malafaia o objetivo da convenção geral é atrapalhar os eventos oficiais com o sentimento movido por interesses políticos.

Aos membros e pastores da Igreja no estado do Pará, o pastor Silas Malafaia mandou um recado pedindo para que eles só participem da programação que acontecerá entre os dias 16 e 18 de junho. Que são os eventos oficiais.

“Não participe dessa baixaria nojenta, esses homens não honram a igreja, honram seus cargos,” disse o apresentador do Vitória em Cristo.
Além do ex-vice-presidente da CGADB os vereadores da cidade de Belém também se manifestaram contra a convenção emitindo na semana passada uma nota de repúdio, condenando a atitude de criar eventos paralelos para impedir os membros e líderes de participarem do evento oficial.


Fonte: Amigo de Cristo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

DILMA, PALOCCI E A INFELICIDADE DOS GLBTS


                                            Bancadas religiosas haviam ameaçado convocar Palocci.


Após protestos das bancadas religiosas no Congressso, a presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira (25) a suspensão do "kit anti-homofobia", que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

"O governo entendeu que seria prudente não editar esse material que está sendo preparado no MEC. A presidente decidiu, portanto, a suspensão desse material, assim como de um vídeo que foi produzido por uma ONG - não foi produzido pelo MEC - a partir de uma emenda parlamentar enviada ao MEC", disse o ministro, após reunião com as bancadas evangélica, católica e da família.
Segundo ele, a presidente decidiu ainda que todo material que versar sobre "costumes" terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil. "O governo se comprometeu daqui para frente que todo material que versará sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade", afirmou.
Segundo o ministro, a determinação do governo não é um "recuo" na política de educacional contrária à homofobia
"Não se trata de recuo. Se trata de um processo de consulta que o governo passará a fazer, como faz em outros temas também, porque isso é parte vigente da democracia", disse.

De acordo com Carvalho, Dilma vai se reunir nesta semana com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, Alexandre Padilha, para tratar do material didático.
"A presidenta vai fazer um diálogo com os ministros para que a gente tome todos os devidos cuidados. Em qualquer área do governo estamos demandando que qualquer material editado passe por um crivo de debate e de discussão e da coordenação da Presidência."
Retaliação suspensa
Diante da decisão de Dilma, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR-RJ), que participou da reunião com Carvalho, afirmou que estão suspensas as medidas anunciadas pelas bancadas religiosas em protesto contra o "kit anti-homofobia".
Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.
O ministro Gilberto Carvalho negou ter pedido que os parlamentares desistissem de trabalhar pela convocação de Palocci diante da decisão da presidente sobre o "kit anti-homofobia".
"Isso é uma posição deles. Nós falamos para eles que, em função desse diálogo, que eles tomassem as atitudes que eles achassem consequentes com esse diálogo. Eles é que decidiram suspender aquelas histórias que eles estavam falando. Não tem toma lá da cá, não", afirmou.
Os deputados também ameaçaram obstruir a pauta da Câmara e abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a contratação pelo MEC da ONG que elaborou a cartilha.
“Ele [Gilberto Carvalho] disse que tem a palavra da presidente da República de que nada do que está no material é de consentimento dela. E nós suspendemos a obstrução e todas as nossas medidas”, afirmou Garotinho.
Conteúdo 'virulento'
Para o líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG) o conteúdo do material didático é “virulento”.
“A preocupação das pessoas que estão envolvidas nesse cenário é a didática do material colocado. Achamos que a didática é muito agressiva. Temos que tomar cuidado para que a dosagem do remédio não seja mais forte do que aquilo que o paciente quer e necessita”, afirmou.
O kit que estava sendo analisado pelo MEC faz parte do programa Escola Sem Homofobia, do Governo Federal, e contém material didático-pedagógico direcionado aos professores. O objetivo era dar subsídios para que eles abordem temas relacionados à homossexualidade com alunos do ensino médio.
Fonte : globo.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Onde está a nova geração que ia se levantar?



O sociólogo Zygmunt Bauman já dizia: “Todas as palavras da moda tendem a um mesmo destino: quanto mais experiências pretendem explicar, mais opacas se tornam". E de tempos em tempos, surge uma expressão, um jargão, um chavão, enfim, algo de moda, que evoque o lugar-comum e que tente se impregnar na cabeça das pessoas.

Ouvi, vi e li sobre muitos cantores dizendo que uma geração ia se levantar. Outros diziam que uma nova geração iria impactar o Brasil. Alguns chegavam a dizer que estava surgindo uma geração de adoradores, de apaixonados, de homens-bomba da fé... Enfim, conclamaram que a tal geração iria chegar. O problema é que o tempo passa, e as coisas permanecem praticamente do mesmo jeito.

A geração não chegou. Se ela chegou, o lugar dela tem sido nos momentos de louvor e de culto, nos quais as pessoas levantam as mãos, repetem refrões centenas de vezes durante vários minutos, mas não se mobilizam fora desses ambientes.

A geração não chegou. Se chegou, não tem sido tão operante numa sociedade impura ideológica, moral e – sobretudo – espiritualmente. O que se vê é um povo frio, uma sociedade pervertida, desunida, desumana, amoral e imoral.

A geração não chegou. Se chegou, ela está apenas na boca dos “geradores”, cujo número dos que fazem parte desse novo tempo está sempre estagnado. É uma geração que diz que tal cidade é de Cristo, quando a mesma cidade se descarrila para o abismo da iniquidade e da abominação.

A geração não chegou. Se chegou, ela é invisível ou alheia, pois seus novos participantes são imóveis, não levam a Boa Mensagem para os outros e não se pronuncia ante o pecado que corrompe aqueles que, por certo, carecem de salvação.

A geração não chegou. Se chegou, ela só quer saber de cantar, de marchar, de exorcizar, de mercantilizar, mas não liga para salvar vidas, estender a mão, levantar o imundo da escória, dar um novo recomeço a quem errou.

A geração não chegou. Se chegou, precisa se preocupar em arrancar ovelhas das patas do lobo feroz em vez de brigar com gerações de “outros pastos”.

A verdadeira geração sempre existiu. A geração dos que oram, que jejuam, que buscam, que intercedem, que falam com Deus, que estão além dos púlpitos, palcos e bancos, que vão além das palmas, dos pulos e dos gritos.

Não precisamos inventar geração disso ou daquilo por aí. A geração eleita já foi conquista por um alto preço, que não carece de invencionices para cair no gosto do povo.

"Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração." (Atos 17.28)


Fonte: Assem-Bereia de Deus

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Mulher tem cabelo levado por ladrões em terminal de ônibus


‘Evangélica tinha cabelo virgem e longo que vale dinheiro’, diz delegado.
Polícia ainda não tem suspeita de quem seriam os criminosos.

Uma mulher de 24 anos teve o cabelo cortado e levado por ladrões na tarde de quinta-feira (19) no terminal de ônibus do bairro Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Segundo o delegado José Carlos Bezerra da Silva, que registrou o caso no 19º Distrito Policial da cidade, a mulher é evangélica e “tinha um cabelo longo e virgem”.

Ele acredita que o objetivo dos criminosos é vender o cabelo cortado. “O quilo do cabelo virgem, sem produto químico, vale muito aqui”, disse o delegado ao
 G1. 
O cabelo é denominado virgem quando natural, que nunca sofreu alteração química ou tinturas.

Conforme Silva, a mulher percebeu a aproximação de um homem no terminal de ônibus, mas acreditou que a intenção do ladrão era roubar a sua bolsa e, por isso, puxou-a para frente do corpo.
“Nesta hora o cabelo, que era longo, abaixo da cintura, ficou desprotegido”, afirmou o delegado.

“Estou na Polícia Civil de Goiás há 20 anos e é a primeira vez que veja uma ocorrência assim”, acrescenta Silva. O delegado diz que o boletim de ocorrência foi feito porque a evangélica precisava "dar uma satisfação para o pastor".

Os longos cabelos foram cortados com um estilete. A polícia investiga o caso e ainda não tem suspeitos.

Fonte: globo.com

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aclamem a Deus




Quero compartilhar com vocês sobre as formas que usamos para expressar o louvor e a adoração ao Senhor Deus.  O que é louvar, e o que é adorar? 
Louvar, no verdadeiro sentido da palavra, significa “dispensar elogios a alguém”, “exaltar”, “glorificar alguém”. Já adoração, etimologicamente significa “falar com”. O dicionário explica como “culto a Deus”, “amor profundo”. Jesus foi o grande inspirador do louvor e da adoração. Desde que nasceu, por onde passou, quando operou milagres, quando entrou em Jerusalém. Esses atos de louvor e adoração foram expressos de muitas formas. 
Recentemente, estive no culto fúnebre de uma irmã muito amada de nossa igreja. Meu pastor convidou todos a cantar um dos hinos da harpa cristã. Que coisa linda! Estávamos ali, juntos, na tristeza e na dor da perda de uma pessoa tão querida, louvando ao Senhor. Cantar é uma das formas que o salmista nos exortou a fazer: “Aclamem a Deus, povos de toda terra! Cantem louvores ao seu glorioso nome; louvem-no gloriosamente! Digam a Deus: Quão temíveis são os teus feitos! Tão grande é o teu poder que os teus inimigos rastejam diante de ti! Toda a terra te adora e canta louvores a ti, canta louvores ao teu nome.” (Sl 66.1-4). 
Certa vez, em uma igreja, enquanto cantávamos ao Senhor alguns hinos da harpa cristã, ouvi uma voz feminina atrás de mim muitíssimo desafinada. A forma que ela louvava ao Senhor, sem restrições, sem nenhum tipo de vergonha era de encher o coração de alegria. Foi maravilhoso poder sentir a sinceridade que fluía através da voz dessa irmã. Não é necessário ter uma voz maravilhosa ou cantar de modo afinadíssimo para poder louvar ao Senhor. O Salmo 66.8 diz assim: “Bendigam o nosso Deus, ó povos, façam ressoar o som do seu louvor”. O que quero passar para vocês, é que se faça ouvir amado leitor. 
A expressão corporal também é uma forma de louvor. Louvar com o corpo, bater palmas, dançar e pular de alegria na presença do Senhor também é louvar ao Senhor. Tenho plena certeza que você já ficou tão alegre com Deus que quase não se conteve, não é? Deu aquela vontade de sair correndo, pular, abraçar o irmão que está do seu lado. A palavra de Deus nos dá a liberdade de fazer isso. Lemos em Salmos 47.1: “Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria”. Vemos sobre as danças como gesto de louvor em outras passagens bíblicas como nos Salmos 149.3 e 150.4. Fiquei maravilhado esses dias ao assistir um vídeo que mostrava a cura imediata de um paralítico na Coréia. Ele ao conseguir se firmar após levantar de sua cadeira de rodas e dar os primeiros passos, começou a exaltar ao Senhor com palavras e passou a dar pulos de alegria, tudo para glorificar ao Senhor. Há, porém, situações completamente avessas às apresentadas até agora. Momentos em que não conseguimos dizer nem sequer uma palavra diante de Deus. Louvamos no silêncio também. Lembra-se da passagem de Daniel 10, quando o anjo mostra a Daniel todos os acontecimentos dos últimos dias? No verso 15 deste capítulo, Daniel disse: “E, falando ele comigo essas palavras, abaixei o meu rosto e emudeci”. Este silêncio nos mostra que em algumas situações, as palavras podem ser insuficientes. O ato de silenciar-nos na presença de Deus, nos dá a oportunidade de conhecê-lo com mais profundidade. “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl 46.10). Como vimos, podemos louvar ao Senhor de muitas maneiras. Somos livres! Livres para adorá-Lo, para bendizê-Lo. Peço que você esteja atento ao lugar onde você louva. Talvez na sua igreja a liturgia não permita que você dance ou bata palmas. Respeite isso. Faço minhas as palavras do apóstolo Paulo à Filemom: “Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo” (Fm 1.21). Tenho a certeza que você encontrará outras formas de louvar ao Senhor. 

sábado, 7 de maio de 2011

NÃO NEGOCIAMOS PRINCÍPIOS!


 
Para a tristeza de todos aqueles que amam a Palavra de Deus e buscam viver uma vida digna de modo sóbrio, justo e piedoso, no último dia 05 de maio o STF e seus nobres juízes decidiram de modo arbitrário algo que a maioria da população brasileira não aceita: a idéia de que um “casal” homossexual seja visto como uma unidade familiar. Não se viu o bem comum, mas apenas o bem de um grupo que deseja se sobrepor sobre os outros como se não houvesse leis que defendessem o ser humano. As leis devem cumprir seu papel de defender os bons costumes e a integridade do ser humano e não favorecer grupos exclusivos.
Nossa palavra não é contra os homossexuais, aos quais já deixamos nossa posição bíblica de forma clara em outro artigo. A Igreja é contra o homossexualismo, não contra o homossexual. Ninguém em sã consciência deve tratar mal um homossexual, mas deve ajudá-lo segundo as Escrituras, pois Deus fez homem e mulher, estabelecendo um parâmetro familiar entre macho e fêmea, não entre pessoas do mesmo sexo (Gênesis 2:24). Mas precisamos reiterar nossa posição de forma clara, pois nossa obediência é a Palavra de Deus em primeiro lugar, pois “... É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!” (Atos 5:29).
Sim, o homossexualismo é pecado e desagrada a Deus, ou “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos” (1Coríntios 6:9). Sim, nossa posição é contra aqueles “que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os seqüestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina” (1Timóteo 1:10). Sim, continuaremos a ensinar o que a Bíblia diz: “Não se deite com um homem como quem deita com uma mulher; é repugnante” (Levítico 18:22). Deitar aqui no hebraico significa “copular, um lugar onde se dorme e geralmente de conotação sexual entre homem e mulher”. Sim, a Bíblia é clara que “Se um homem se deitar com outro homem como quem se deita com uma mulher, ambos praticaram um ato repugnante...” (Levítico 20:13).
          Sim, queremos continuar tendo voz para manifestar nossa posição e não vamos nos calar, mesmo que nos ameacem. Sim, vamos lutar pelo nosso direito de expressão. Acreditar no que quiser é um direito intrínseco a cada ser humano. A consciência é foro íntimo, inviolável, sobre o qual outros não podem legislar. Mas muitos dos defensores do homossexualismo, em nome da “diversidade” querem tornar todos iguais e calar os “radicais”, os “conservadores”, os “fundamentalistas”, querem menosprezar a fé e a consciência dos que não concordam, tentando pichá-los de “ignorantes” e “fora-da-lei”. Esquecem, entretanto, que faz parte da nossa humanidade termos nossas próprias ideias, convicções e crenças. E é daqui que procede a outra liberdade, a de expressão, que consiste no direito de alguém declarar o que acredita e os motivos pelos quais acredita de determinada forma e não de outra. Nesse direito está implícito o “contraditório”, que é a liberdade de análise e posicionamento contrário às expressões ou manifestações de outras pessoas em qualquer área da vida. A liberdade de consciência diz respeito ao que cremos, interiormente. Já a liberdade de expressão é a manifestação externa dessas crenças.
A liberdade de consciência e de expressão do pensamento é garantida pela Constituição em vigor sendo assegurada a inviolabilidade dessa condição de igualdade. Se todos são iguais, todos podem expressar suas ideias, pensamentos e crenças, desde que os direitos dos outros sejam respeitados. Ao tratar dos direitos e garantias fundamentais, a Constituição diz no Artigo 5º no item IV que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato” e que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (Art.5º - VI). A liberdade de expressão religiosa é decorrente da liberdade de consciência e consiste no direito das pessoas de manifestarem suas crenças ou descrenças. Aqui se incluem adeptos das religiões, do ateísmo e do agnosticismo. Conforme o mesmo Artigo 5º: VIII “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política...”.
Portanto, não negociamos princípios. Somos contra o homossexualismo, não aceitamos a decisão do STF, não aceitamos chamar essas “uniões” de família. Somos fundamentalistas, porque cremos em fundamentos inabaláveis e eternos; somos conservadores sim, pois queremos conservar a célula mãe da sociedade, a família. Querem nos chamar de radicais? Pois nos chamem, pois nosso compromisso é radical por Aquele que fez tudo por nós e morreu na cruz para pagar nossos pecados. Cremos na restauração do ser humano e continuaremos pregando que a homossexualidade é pecado, que os homossexuais precisam de conversão e que a graça de Deus é capaz de restaurá-los.





Gilson Souto Maior Junior, pastor sênior da Igreja Batista do Estoril, Professor de Antigo Testamento e Hebraico na FATEO (Faculdade Teológica Batista de Bauru).